Não é preciso ser guru ou mesmo um renomado estatístico para prever, com 99% de certeza, alguma revelação bombástica de última hora, diga-se, horas antes deste 2º turno eleitoral, que venha a difamar o odiado partido, consequentemente, o odiado candidato, ao cargo executivo do município de São Paulo, sem chances de reparo em tempo suficiente. É a famigerada “bala de prata” da nossa querida mídia, que já há um bom tempo, porém de maneira cada vez menos efetiva, tenta fazer a cabeça do espectador.
A famosa manipulação do debate à candidatura presidencial, feita pela rede Globo no processo eleitoral de 1989, bem como o caso do aborto de uma ex-namorada de Lula, são marcas registradas históricas deste expediente covarde, em plena retomada do regime democrático; e de lá pra cá pouco mudou. A última bala de prata mais famosa de que se tem notícia, trata-se da ficha falsa no DOPS, da atual presidenta Dilma Roussef. E deixemos essas menções de lado, pois ocupariam boa parte do nosso tempo, infelizmente.
No entanto, pelas contas, resta o improvável 1%, que estatisticamente refere-se à hipótese contrária. Seria então a possibilidade de que o tiro não saia pela culatra? A grosso modo sim, por outro lado estaríamos desconsiderando toda a atual rajada em constante explosão, um verdadeiro arsenal de dar inveja. Sim, trata-se do circo com cara de Big Brother chamado JULGAMENTO DO MENSALÃO. Não sejamos ingênuos ao ponto de reputar toda essa parafernália a uma mera coincidência de datas, misturada a uma suposta grande reviravolta de senso de justiça nacional.
Continuemos numa grosseira análise e voltemos às probabilidades: as eleições, via de regra, ocorrem de dois em dois anos e duram aproximadamente um mês (1º e 2º turnos, no mês de outubro), portanto temos 1 mês para cada 24, de eleição; probabilisticamente falando, aproximadamente 4,17% de chances para que o julgamento coincidisse em mês de eleição, restrito a períodos de 2 anos. Esse dado nem precisa ser comentado, fala por si mesmo. Quanto ao senso de justiça nacional, as polêmicas jurídicas levantadas com a aplicação da tese do “domínio de fato”, que antes estivesse sendo utilizada como uma tese subsidiária, porém não, é substitutiva a provas, quando não tênues, inexistentes (que de provas, mais parecem se passar por meros indícios); estão dando o que falar. Deve-se convir que a justiça imparcial anda passando longe de nosso “intocável” Supremo. Para tanto, vale conferir este excelente artigo de Guto Camargo (http://contextosocial.jor.br/?p=103).
Não, o autor deste texto não tem certeza absoluta de que tudo isso faça parte de uma grande conspiração dirigida a um partido e, atualmente, mais especificamente, a um candidato. Porém, perante tantas coincidências, inovações jurídicas inusitadas, alarde midiático e, conhecendo um mínimo da história do nosso país, a probabilidade de tal tese configura-se plausibilíssima. Uma probabilidade que infelizmente acaba sendo escamoteada pelas luzes e maquiagens de uma mídia que sabe vender muito bem seu peixe. Sabe dizer, des-dizer e voltar a dizer, sem se comprometer. E sabe que é poderosa suficiente para isso.
Mas enfim, o que você acha? Esse tiro sai ou não sai da culatra até o domingão de eleição? (autor: Walter H. Diesel)
Espero que o tiro saia pela culatra!
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