Um dos maiores redutos do liberalismo e conservadorismo político/econômico nacional, a cidade de São Paulo, encontra-se sob ameaça progressista. Pior, trabalhista. Pior ainda, pseudo-progressista, pseudo-trabalhista. Os setores retrógrados estão em pânico. A burguesia e a classe média ruminam e regurgitam chavões já automáticos e gastados no tempo. Críticas vazias e preconceituosas como “os pobres vão votar no bolsa-família”, são mote comum entre essas mentes limitadas.
O grande conglomerado midiático parece não se conformar. Ao que tudo indica armaram uma verdadeira agenda golpista e difamatória, misturando julgamento penal de corrupção, com condenação política. E é de assustar como tem coincidido a data do julgamento com as eleições municipais. Aliás, micro-coincidências, além de também assustadoras, soam sugestivas demais, como por exemplo, as prévias condenações de dirigentes petistas logo antes do primeiro turno eleitoral e a agilização do término deste julgamento penal, logo antes do segundo turno eleitoral; pois nosso querido excelentíssimo relator justiceiro tem uma consulta agendada na Alemanha e terá que se ausentar. Pois bem, mesmo assim, parece que reunindo mundos e fundos, gastando influências e fazendo o diabo, não conseguiram frear o avanço do pseudo-progressismo trabalhista.
Sem muito esforço, pode-se elencar diversos outros suspeitos subterfúgios midiáticos e, por assim dizer, manipulatórios ou tendenciosos, como as pesquisas largamente viesadas do Datafolha e do Ibope, as acusações sem provas estampadas no revistão VEJA, os elogios rasgados ao tucanato (representantes por excelência da elite conservadora) nesses mesmos meios midiáticos... E por aí vai.
Mas enfim, a pergunta paira no ar: porque tanto ranço contra um partido que hoje nada mais representa o que deveria representar aquele outro que leva o nome, social democrático? Não é revolucionário, quando muito, reformista. Não se propõe socialista e/ou comunista, não fere a democracia, mesmo essa meramente ilustrativa e representativa, como bem quer nossa querida elite aristocrática. Respeita todas as diretrizes econômicas de metas de inflação, controle de gastos públicos, superávit primário entre outras sandices diabólicas. Oras, porque então? Deve existir apenas uma resposta para essa pergunta: é ranço contra uma massa “fedorenta”. É ranço puramente preconceituoso. É de fato a ojeriza de viajar de avião com a empregada doméstica ao lado. É o susto de encontrar o lixeiro fazendo compras na mesma loja cara, daquele mesmo shopping diferenciado, antes “bem frequentado”. É a inaceitável união de suas filhas com pés-rapados emergentes. Pois então surge outra pergunta: quem realmente fede? Deixo a resposta com Cazuza. (autor: Walter H. Diesel)
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